Após vários meses prepara-se a ressurreição… voltei!
1ª Fase do Concurso de Produção de Conteúdos
A equipa CRIE lançou a 1ª edição do Concurso de Produção de Conteúdos Educativos no ano lectivo de 2005/2006, na qual participaram 255 escolas que desenvolveram conteúdos educativos no âmbito das TIC, que foram financiados pelo PRODEP.
A 1ªfase do concurso já terminou e podem visitar os projectos desenvolvidos pelas escolas aqui.
Davide
Os conteúdos de e-learning: que futuro?
Hoje em dia assistimos a um grande crescimento de cursos de e-Learning, ou de estratégias de ensino vocacionadas para o ensino à distância. Contudo, grande parte dessas práticas são apenas uma transposição, para o formato digital compatível com as plataformas de e-learning existentes, dos conteúdos preparados para regime presencial. Essa será a alternativa mais fácil, mas nem sempre a mais adequada para tirar partido deste novo “regime” de ensino, por duas razões:
Por tudo isto é necessário elevar o patamar de qualidade dos conteúdos para e-learning, de modo a estes sejam completos, explícitos e atractivos para os seus “utilizadores”.
Davide
Dia do Software Livre na Escola
O Ministério da Educação tem vindo a promover a utilização do software livre no ensino e nas escolas com a implementação do programa Software Livre na Escola.
A Equipa CRIE, e de acordo também com o programa “Ligar Portugal”, deu continuidade a esta iniciativa com a instalação nas Salas TIC e nos portáteis do Alinex, disponibilizando também o software para download no seu próprio site e enviando um CD para todas as escolas!
É neste contexto e na continuidade do seu trabalho, que a CRIE e o Centro de Competência Arrábida organizam e promovem o “Dia do Software Livre na Escola” a realizar no dia 5 de Julho na Escola Secundária de Palmela.
Programa e inscrições em http://softlivre.ccarrabida.net
Adaptado de www.crie.min-edu.pt
Davide
Fantasia ou novas comunidades de aprendizagem?
Àcerca de um post do bloque Tecnologia & Educação e na sequência de outro por mim publicado há algum tempo (17 de Maio), onde reflectia sobre a importância da presença dos professores/educadores nos novos espaços de comunicação, surgiu ontem na escola um debate relacionado com este assunto!
A situação foi a seguinte: uma professora dizia que numa das suas turmas, se notava uma sintonia estranha entre alguns alunos (falava de alunos do 8ºano), que começaram a vestir-se de preto e a comportar-se de forma estranha. Entre umas conversas e outras percebeu que essa “mudança” estaria de alguma forma relacionada com o Hi5 e então resolveu investigar.
Ao descobrir o perfil de alguns desses alunos constatou que eles tinham assinalados como amigos mais de 300 pessoas e grande parte delas apologistas convictas do “estilo” (de vida) gótico, com comentários e fotografias que causaram algum choque e admiração entre os presentes, já que o grupo em questão era até razoável ao nível do aproveitamento escolar.
Posto o problema, foram avançadas algumas soluções: por um lado, aqueles que defendem a instalação de aplicações que restringem o acesso a vários sites e por outro (no qual eu me incluía) os apologistas da presença dos professores e dos pais nesses espaços, onde os alunos se sentem (sem razão) perfeitamente anónimos. Esta “conversa” foi ainda mais proveitosa porque uma série de professores resolveram que se iam inscrever nesses espaços (e alguns inscreveram-se, de facto), pedindo futuramente aos seus alunos para serem adicionados à lista de amigos.
Ora, este é um exemplo de como a tecnologia se pode relacionar com a educação e de que forma pode ser aproveitada para o desenvolvimento de estratégias educativas que promovam a reflexão, a selecção de informação e a interactividade entre os agentes educativos e onde os pais possam participar/acompanhar o processo educativo, sem necessidade de deslocações à escola. Duas coisas são certas: é impossível “fugir” a estes espaços de comunicação e eles são (pelo menos por enquanto) MUITO mais motivadores para os nossos alunos do que as plataformas de e-learning existentes nas escolas! Será possível estas plataformas interagirem com o Hi5? Será possível levar a “comunidade Hi5 ” para a escola? De que modo ela pode ser positiva? De que modo pode ser prejudicial?
É certo que não tenho resposta para as perguntas, mas a dúvida já é um começo…
Davide
Motor de busca de aplicações da Web 2.0
Como também refere José Oliveira, no seu blogue [já está ;)]o GO2WEB20 - Um catálogo de ferramentas Web 2.0 é uma base de dados com várias ferramentas da Web 2.0. Existe também um motor de busca de aplicações web 2.0. Falta agora o mais difícil: descobrir de que forma estas ferramentas podem ser usadas na educação.
Davide
O programa MIT OpenSourceWare tornou disponíveis até hoje cerca de 1500 cursos livres on-line. São também descritos 10 casos de OpenSource na Educação por várias entidades (Universidades, Institutos, Organizações, …) e em diferentes âmbitos.
Aceda ao documento aqui.
Por aqui (Portugal) também têm sido tomadas algumas decisões que vão de encontro a esta ideia, nomeadamente por parte da CRIE, que disponibilizou um conjunto de ferramentas open source para download no seu site, que podem ser implementadas e utilizadas nas escolas.
Davide
Challenges 2007: o “prognóstico” final
Esta V Conferência Internacional de Tecnologias de Informação e Comunicação na Educação decorreu nos dias 17 e 18 de Maio e considero-a (globalmente) positiva.
Houve um agrupar das comunicações e dos paineis em três temas aglutinadores: O digital e o currículo, ambientes emergentes e avaliação on-line. Este agrupar é positivo, mas ainda assim fica impossível evitar a sobreposição de temas potencialmente concorrentes ficando à responsabilidade de cada um, o “tiro” (quase) no escuro, da escolha da melhor comunicação. Obviamente que muitas vezes esse tiro sai pela culatra. Este problema seria minorizado se as comunicações (e os respectivos moderadores) cumprissem os tempos previstos. Para quem (como eu) pretendia assistir a 3 ou 4 comunicações em auditórios diferentes, tinha que esperar quase a intervenção sobrenatural para que os tempos e a ordem das comunicações não fosse alterada.
Em relação ao conteúdo, para mim, existem três momentos que me merecem especial destaque:
1- A conferência plenária de Marco Silva;
2- O painel “O digital e o Currículo”, especificamente a intervenção do professor Fernanado Albuquerque Costa, da Universidade de Lisboa;
3- A comunicação do Roberto Gorjão “Tech-x-pert: uma plataforma dedicada à tecnologia educativa”
O Marco Silva trouxe a interactividade e os seus os fundamentos (explícitos na arte do parangolé) como um desafio comunicacional da cibercultura, nomeadamente:
O professor Fernando Albuquerque, presente pela primeira vez no Challenges, trouxe (com base em três pequenas histórias) um importante tópico de reflexão: de que forma as tecnologias no domíno educativo podem actuar pedagogicamente, para se fazer de forma diferente daquilo que (maioritariamente, diga-se) se tem feito? Como é que essas necessárias mudanças se encaixam no currículo e nas políticas que estão na sua base? Que implicações estas práticas diferentes têm para o currículo, para os professores e (muito especialmente) para aqueles que os formam?
Em relação à comunicação do Roberto Gorjão, destaco alguns pontos essenciais que estão na base do desenvolvimento deste conceito (é importante ver o produto final, mas também é importante perceber o porquê desse conceito).
Um desses “porquês” é a teoria do caos, que se pode aplicar a qualquer sistema complexo e dinâmico como sejam o ambiente matemático, económico (na base, aliás, de um prémio nobel), a internet ou mesmo… a vida! Qualquer ambiente dinâmico é um local de liberdades e equilíbrios que se vão reajustando lenta ou abruptamente. Um excesso aqui é compensado com uma ausência ali, e esta deslocação de forças provoca alterações gigantescas em diversos aspectos que nos dizem respeito. Uma pequena alteração do sistema dinâmico provoca alterações inimagináveis… um exemplo paradigmático (e porventura exagerado) desta teoria é o efeito borboleta - um simples bater as asas deste lado do mundo, pode provocar um furação do outro lado.
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No entanto, na internet, são criadas e desenvolvidas (colaborativamente) ferramentas que podem minimizar os efeitos negativos desses “caos”.
É com base nesse pressuposto que se pretende também desenvolver este tipo de trabalho: seleccionar, utilizar e reflectir sobre as diferentes ferramentas open-source, que existem e podem ser de extrema importância na educação, fazendo com que a rede hipertexto vá “… perdendo, felizmente, a sua imagem de caos impenetrável e avassalador…” (Gorjão, 2007).
Este tipo de projecto só resulta se houver uma participação colabor(activa) entre todos aqueles que se interessam por esta área.
Termino este post com algumas sugestões para futuras edições:
- contactar préviamente todos aqueles que vão apresentar comunicações de modo a assegurar a sua disponibilidade e presença nas horas marcadas;
- contactar todos os realizadores da “mostra de video” para averiguar a sua presença, de modo a evitar algumas situações “constrangedoras” como as que aconteceram este ano (ainda estou a ver o Sr. Vereador da cultura da Câmara de Paredes, na sua (des)necessária entrada em cena).
Davide
As estatísticas do Ministério da Educação para o Plano de Acção para a Matemática referem:
Foram envolvidos 293 847 alunos e 10 666 professores num total de 1070 escolas;
Foram investidos 2,5 milhões de euros
Se o sucesso na Matemática se medisse com estes números… o problema é que o sucesso estatístico (em grande parte) depende de outros números - os resultados das avaliações e das provas de aferição! Sem grandes apologismos à avaliação quantitativa, era bom que os primeiros números influenciassem positivamente os segundos, mas… será?
Davide
Blogues: comunicação ou introspecção?
Para lá das considerações teóricas a respeito do processo comunicacional parece-me importante reforçar o facto de a comunicação ser um aspecto muito importante e transversal a todas as dimensões da vida, mas é na dimensão educativa que ela se mostra claramente indispensável. É certo que o entendimento (ainda que intuitivo) do processo comunicacional é muito importante no transpor de algumas barreiras diárias, mas para os agentes educativos essa importância é inequívoca: um engenheiro pode trabalhar na solidão do seu escritório, um arquitecto no seu personalizado atelier, mas um agente educativo, como um professor (para lá das considerações técnicas dos conteúdos), tem de ter sempre presente o processo comunicativo.
Seguindo essa linha de pensamento e tendo em conta as constantes mudanças do ponto de vista tecnológico, com o aparecimento da Internet e de novos espaços de comunicação (chat’s, fóruns de discussão, listas de discussão, blogues, plataformas, …) é importante que o professor não assuma uma atitude de alheamento, com consequências graves ao nível da adequação dos conteúdos aos contextos ou realidades sociais dos alunos, levando gradualmente a uma ineficácia da comunicação.
O professor deve funcionar como um mediador entre a estrutura e os alunos. Deve definir o conteúdo, a interface, as actividades e os canais de comunicação de acordo com os destinatários, de modo que os espaços on-line sejam espaços de partilha e de interacção entre todos.Tendo em conta o aparecimento destas novas tecnologias há investigadores que defendem a existência de uma nova sociedade, onde as configurações sociais e os espaços de interacção e comunicação são reconfigurados com base numa rede global – sociedade em rede (Castells, 2002). Contudo, e para lá das vantagens que possam existir nestes novos “espaços de comunicação”, cada vez mais, nesta “poluição” de sites, fóruns, chat’s ou blogues, as pessoas estão menos interessadas em ouvir os outros e mais interessadas em fazer-se ouvir.
É uma importante “missão” do agente educativo do séc. XXI, conseguir servir-se desta tecnologia para ajudar os alunos a descobrir a opinião dos outros processando as montanhas de informação existentes na rede de forma a produzir conhecimento e ampliar a rede semântica. Será esse, porventura, o grande projecto do professor do séc. XXI: promover a utilização da internet de uma forma activa, consciente e permanentemente crítica.
P.S. Este post não pretende esgotar o assunto, pelo que (assim que tiver tempo) voltarei a ele.
Davide