Àcerca de um post do bloque Tecnologia & Educação e na sequência de outro por mim publicado há algum tempo (17 de Maio), onde reflectia sobre a importância da presença dos professores/educadores nos novos espaços de comunicação, surgiu ontem na escola um debate relacionado com este assunto!
A situação foi a seguinte: uma professora dizia que numa das suas turmas, se notava uma sintonia estranha entre alguns alunos (falava de alunos do 8ºano), que começaram a vestir-se de preto e a comportar-se de forma estranha. Entre umas conversas e outras percebeu que essa “mudança” estaria de alguma forma relacionada com o Hi5 e então resolveu investigar.
Ao descobrir o perfil de alguns desses alunos constatou que eles tinham assinalados como amigos mais de 300 pessoas e grande parte delas apologistas convictas do “estilo” (de vida) gótico, com comentários e fotografias que causaram algum choque e admiração entre os presentes, já que o grupo em questão era até razoável ao nível do aproveitamento escolar.
Posto o problema, foram avançadas algumas soluções: por um lado, aqueles que defendem a instalação de aplicações que restringem o acesso a vários sites e por outro (no qual eu me incluía) os apologistas da presença dos professores e dos pais nesses espaços, onde os alunos se sentem (sem razão) perfeitamente anónimos. Esta “conversa” foi ainda mais proveitosa porque uma série de professores resolveram que se iam inscrever nesses espaços (e alguns inscreveram-se, de facto), pedindo futuramente aos seus alunos para serem adicionados à lista de amigos.
Ora, este é um exemplo de como a tecnologia se pode relacionar com a educação e de que forma pode ser aproveitada para o desenvolvimento de estratégias educativas que promovam a reflexão, a selecção de informação e a interactividade entre os agentes educativos e onde os pais possam participar/acompanhar o processo educativo, sem necessidade de deslocações à escola. Duas coisas são certas: é impossível “fugir” a estes espaços de comunicação e eles são (pelo menos por enquanto) MUITO mais motivadores para os nossos alunos do que as plataformas de e-learning existentes nas escolas! Será possível estas plataformas interagirem com o Hi5? Será possível levar a “comunidade Hi5 ” para a escola? De que modo ela pode ser positiva? De que modo pode ser prejudicial?
É certo que não tenho resposta para as perguntas, mas a dúvida já é um começo…
Davide