Internet


Internet19 Jun 2007 01:09 pm

Como também refere José Oliveira, no seu blogue  [já está ;)]o GO2WEB20 - Um catálogo de ferramentas Web 2.0 é uma base de dados com várias ferramentas da Web 2.0. Existe também um motor de busca de aplicações web 2.0. Falta agora o mais difícil: descobrir de que forma estas ferramentas podem ser usadas na educação.

Davide

Internet17 Mai 2007 12:16 am

Para lá das considerações teóricas a respeito do processo comunicacional parece-me importante reforçar o facto de a comunicação ser um aspecto muito importante e transversal a todas as dimensões da vida, mas é na dimensão educativa que ela se mostra claramente indispensável. É certo que o entendimento (ainda que intuitivo) do processo comunicacional é muito importante no transpor de algumas barreiras diárias, mas para os agentes educativos essa importância é inequívoca: um engenheiro pode trabalhar na solidão do seu escritório, um arquitecto no seu personalizado atelier, mas um agente educativo, como um professor (para lá das considerações técnicas dos conteúdos), tem de ter sempre presente o processo comunicativo.

Seguindo essa linha de pensamento e tendo em conta as constantes mudanças do ponto de vista tecnológico, com o aparecimento da Internet e de novos espaços de comunicação (chat’s, fóruns de discussão, listas de discussão, blogues, plataformas, …) é importante que o professor não assuma uma atitude de alheamento, com consequências graves ao nível da adequação dos conteúdos aos contextos ou realidades sociais dos alunos, levando gradualmente a uma ineficácia da comunicação.

O professor deve funcionar como um mediador entre a estrutura e os alunos. Deve definir o conteúdo, a interface, as actividades e os canais de comunicação de acordo com os destinatários, de modo que os espaços on-line sejam espaços de partilha e de interacção entre todos.Tendo em conta o aparecimento destas novas tecnologias há investigadores que defendem a existência de uma nova sociedade, onde as configurações sociais e os espaços de interacção e comunicação são reconfigurados com base numa rede global – sociedade em rede (Castells, 2002). Contudo, e para lá das vantagens que possam existir nestes novos “espaços de comunicação”, cada vez mais, nesta “poluição” de sites, fóruns, chat’s ou blogues, as pessoas estão menos interessadas em ouvir os outros e mais interessadas em fazer-se ouvir.

É uma importante “missão” do agente educativo do séc. XXI, conseguir servir-se desta tecnologia para ajudar os alunos a descobrir a opinião dos outros processando as montanhas de informação existentes na rede de forma a produzir conhecimento e ampliar a rede semântica. Será esse, porventura, o grande projecto do professor do séc. XXI: promover a utilização da internet de uma forma activa, consciente e permanentemente crítica.

 P.S. Este post não pretende esgotar o assunto, pelo que (assim que tiver tempo) voltarei a ele.

Davide

Internet11 Abr 2007 12:54 pm

Através da Internet e da evolução da comunicação e da sociedade os jogos de poder estão a ser constantemente alterados. Sabendo que quem tem o poder é quem controla a informação e tendo a Internet um potencial de igualar os cidadãos às instituições, foi colocada à disposição uma ferramenta de utilização livre, direccionada para a gestão e construção de sites de instituições públicas. Esta ferramenta tem o objectivo de melhorar a comunicação entre cidadãos e órgãos de decisão. De nome Webocrat, esta ferramenta foi desenvolvida em conjunto por:

  • Faculdade de Engenharia e Informática – Universidade Técnica de Kosice, Eslováquia;

  • Universidade de Wolverhampton, Reino Unido;

  • CITEC Engineering, Finlândia.

  • Universidade de Essen, Alemanha;

A solução já foi adoptada por diversos municípios e intituições públicas (nomeadamente eslovacas) e baseia-se num conjunto de serviços orientados num conceito user-friendly, entre os quais se encontram fóruns ou barómetros de opinião.

Para se perceber a diversidade da condição humana, que se permite (e bem, a meu ver) a promover a consciencialização cívica dos seus cidadãos, também encerra fóruns de discussão e bloqueia vídeos do YouTube. Isto aconteceu na Tailândia, onde, segundo o semanário Sol, o Ministério das Tecnologias da Informação e Comunicação encerrou um popular fórum web no país, alegando que algumas das opiniões proferidas representavam uma ameaça à segurança nacional. Dois dias antes havia sido bloqueado o site do YouTube, porque tinha publicado um video de 44 segundos que ridicularizava o seu monarca. Viva a liberdade de expressão!

Sua excelência o rei da Tailândia